Mais de quinze dias já se passaram desde o início da viagem e, como alguns notaram, não tive tempo de dar um update no blog.
Tentarei por meio destas, então, recapitular como andam as coisas pelas bandas orientais já visitadas. Não me culpem pela falta de estilo, afinal escrever em uma telinha minúscula – a do eterno parceiro N95 – é difícil o suficiente
O vôo
Em tempo de caos aéreo, tudo correu surpreendentemente bem. O vôo saiu de São Paulo, chegou em Paris, saiu de Paris e chegou em Amã na hora certa. Tudo isso levou cerca de 22 horas…
A Air France não é a melhor das companhias aéreas por ai, mas tampouco compromete. A comida, embora com o tradicional gosto de plástico, vinha em quantidades suficientes para matar a fome. O sistema de entretenimento individual do Airbus A340 também é bem razoável e cumpriu a função de fazer o tempo passar mais rápido – mesmo apesar de constantemente voltar para a temida telinha do mapa do roteiro que, convenhamos, da mais desespero do que alivio).

Desespero é pouco…
Amã
No aeroporto de Amã, demorou um bocado para acharem a minha mala, o que me deixou um pouco apreensivo (mesmo porque já tinha ouvido histórias terríveis envolvendo a Air France e a bagagem de seus passageiros). Depois de meia hora, conseguiram achar a mochila e finalmente pude encontrar com o ’seu’ Ibrahim, motorista da Konrad Adenaur que me esperava.
Fomos direto para o cocktail na sede da KAS, onde reencontrei velhos amigos como a Divya, da Índia, e o Anas, da Síria. Também conheci alguns dos outros participantes como a Ashley, dos EUA, e o Noor, do Paquistão.
Já conhecia o hotel que fiquei, o Belle Vue. Fica bem localizado na parte nobre de Amã (a que não parece uma grande favela), e de lá um ônibus da ONU levava a gente pra cima e para baixo.
Descobri que meu colega de quarto seria o Bernard, de Burundi. Tipico africano, calmo, simpático e muito interessado em descobrir coisas sobre além do seu continente.

Bernard, meu colega de quarto africano
No dia seguinte, já pegamos pesado na massa – algo que se seguiu pela longa e cansativa semana, causa de minha impossibilidade de escrever mais por aqui. No final das contas, produzimos uma revista com matérias sobre questões econômicas da Jordânia, cujo link disponibilizarei em breve. Nada muito novo, mas serviu para fazer um bom networking com pessoas dos quatro cantos do mundo.
Madaba e Monte Nebo
Em um dos dias do workshop, realizamos uma pequena excursão a cidade próxima de Madaba, onde visitamos algumas oficinas de artesanato, e o Monte Nebo, local onde Moisés supostamente vislumbrou pela primeira vez a Terra Santa. Não tivemos tanta sorte assim, pois uma tempestade de areia cobria toda a paisagem e sufocava os pobres visitantes.
Amã by night
Como já sabia, fazer algo nas horas noturnas de Amã que seja minimamente interessante beira o impossível. Jay, o estagiário americano da universidade da ONU, foi o responsável pelas indicações dessa vez.
O local de praxe era um bar e restaurante italiano chamado La Calle (não me pergunte o porque desse nome espanhol), que tinha preços bem módicos. O pit stop pós dia de trabalho era sempre lá ou em um local chamado Books@Café – que era, literalmente, uma mistura de livraria e bar.
Mar Morto
Após o curso terminar, seguimos (eu e alguns amigos) para o Mar Morto, o local mais baixo do mundo (fica a cerca de 420 metros abaixo do nível do mar). Passamos o dia em uma espécie de resort que, além do acesso ao mar, disponibilizava aos visitantes – por uma nada módica quantia de 10 dinares jordanianos, ou cerca de 25 reais – piscinas, saunas e outras facilidades aquáticas.
Fico devendo as fotos dessa side trip, pois o Waseem, o paquistanês encarregado, ainda não me enviou nenhuma. Prometo que em breve coloco aqui o resultado do banho de lama “nutritivo” que tomamos por lá…
Passar a manão por lá foi interessante pois, além do fator diversão, nosso caro colega Samuel Ssetumba, de Uganda, estava com todo o aparato televisivo necessário para fazer uma matéria sobre o local – algo que não hesitamos em ajudar. Foi extremamente divertido sair com o microfone da NTV (seja lá o que for isso) na mão entrevistando os visitantes locais e estrangeiros – além de resgistrar como mesmo as mulheres muçulmanas, de roupa e tudo, ainda conseguiam se divertir flutuando nas horrorosas águas do Mar Morto.
Além-reino
Depois de despedir de todos, ficamos mais um dia em Amã (infelizmente ainda com a companhia da Divya, que perdeu o vôo e foi obrigada a voltar para a cidade). Ficamos eu, Noor, Waseem e Divya em um hotel chamado Farah – bem barato, cada um gastou 5 dinares para isso (ou 12 reais).
Seguimos, então, para a Síria – história que fica para o próximo post.
1 Comentário
Terça-feira, 1 - Abril 2008 às 14:08
E aí, Mateus?
Que sorte, hein? Foi encontrar logo o seu grande amigo Anas (tem certeza que é esse o nome dele?)!
E a Divya perdeu o avião de novo? Nada muda nesse reino Hashemita mesmo…
Beijos e boa viagem!