De todos os países por que já passei, talvez Singapura seja o mais estranho de todos.
O país é difícil de se definir e (muito) difícil de se caracterizar, pois não possui uma identidade nacional aparente. A população é multi-étnica – malaios, chineses e indianos são os principais grupos – e a língua oficial é o inglês.
Apenas os mais jovens, no entanto, são fluentes no idioma. O malaio é a língua mais utilizada e mesmo os chineses a falam perfeitamente.
Na ilha, tudo é muito bem organizado – claro que o regime ditatorial que comanda o país desde a sua fundação ajuda a manter tal ordem, por meio de multas altíssimas e penas como chibatas com vara de bambu. O sistema de transporte é excelente e de fácil compreensão – e também gasta-se muito pouco no metrô e nos ônibus, menos de um real por passagem.
Claro que, sendo um país multi-étnico, a comida em Singapura é excelente. Come-se melhor e mais barato nos Hawker Centres espalhados pela ilha – são pequenas praças de alimentação similares às existentes nos shoppings do Brasil, com diversas barraquinhas de comida – principalmente chinesa – e de sucos. Uma refeição não passa de 5 dólares, cerca de 6 reais.
O clima é extremamente úmido e quente, reflexo da proximidade do país com o Equador. Como forma de suportar tamanho calor, os locais passam a maior parte do tempo dentro dos malls e em outros ambientes com ar condicionado; há diversos pela cidade, alguns espcializados em eletrônicos, com preços melhores que os do Brasil mas longe dos preços nos Estados Unidos.
O maior destaque da ilha são as construções megalomanas que abundam no CBD (Central Business District). Como uma espécie de Dubai asiática, investidores transformaram Singapura em um canteiro de obras incessantes nos últimos anos, construindo cassinos e hotéis de alto luxo.
A vida noturna também é bastante intensa – tanto locais como expatriados e turistas aproveitam o clima cosmopolita da cidade para se divertir em lugares como Clarke Quay e Arab Street – esta última o bairro árabe da cidade, lotado de bares onde a noite pode ir longe, turbinada por narguilés e pela famosa cerveja local Tiger.
PS. Resolvi escrever o nome do país “Singapura” ao invés do “Cingapura” comumente utilizado no Brasil devido ao fato de esta ser também a maneira como os locais o escrevem, na língua malaia. Acho mais adequado, mais bonito e não me lembra obras de políticos corruptos.







