Terça-feira, 8 - Abril 2008

Goa, Goa

Bom, sendo sincero, esse negócio de escrever grandes posts sobre as localidades não está funcionando muito bem, pois o tempo anda escasso e ficar entrando na internet é a coisa menos interessante a se fazer nessa parte do mundo…

Depois de alguns dias na Índia (a grande parada após o Oriente Médio foi Bombaim), já consegui me acostumar com o caos do lugar. Após alguns dias na casa do Joe e do Jay, couchsurfers de Mumbai, desci para Goa com a intenção de aproveitar alguns dias de tranqüilidade e calmaria, algo raro aqui na Índia.

Nesse momento estou em Palolem, uma das praias ao sul de Goa. Embora o estado indiano seja uma ex-colônia portuguesa, ninguém parece falar muito a língua-mãe nessas bandas…

Com o passar do tempo (e também devido ao fato de que as coisas ficarão bem, mas bem mais calmas nessa próxima semana de sombra e água fresca), escreverei algo e colocarei as fotos sobre as cidades que visitei anteriormente e que ainda estão ausentes destas páginas, como Beirute, Damasco e Bombaim.

Palolem Beach

Praia de Palolem, Goa, Índia

Terça-feira, 1 - Abril 2008

Meca é para lá

Hotéis aqui no mundo muçulmano têm uma certa curiosidade: geralmente no teto, adesivos apontam para a direção de Meca – para a qual fiéis a Allah precisam estar voltados na hora em que fazem suas preces.

Meca é para lá

Sexta-Feira, 28 - Março 2008

Jordânia redux!

Mais de quinze dias já se passaram desde o início da viagem e, como alguns notaram, não tive tempo de dar um update no blog.

Tentarei por meio destas, então, recapitular como andam as coisas pelas bandas orientais já visitadas. Não me culpem pela falta de estilo, afinal escrever em uma telinha minúscula – a do eterno parceiro N95 – é difícil o suficiente :)

O vôo

Em tempo de caos aéreo, tudo correu surpreendentemente bem. O vôo saiu de São Paulo, chegou em Paris, saiu de Paris e chegou em Amã na hora certa. Tudo isso levou cerca de 22 horas…

A Air France não é a melhor das companhias aéreas por ai, mas tampouco compromete. A comida, embora com o tradicional gosto de plástico, vinha em quantidades suficientes para matar a fome. O sistema de entretenimento individual do Airbus A340 também é bem razoável e cumpriu a função de fazer o tempo passar mais rápido – mesmo apesar de constantemente voltar para a temida telinha do mapa do roteiro que, convenhamos, da mais desespero do que alivio).

Desespero

Desespero é pouco…

Amã

No aeroporto de Amã, demorou um bocado para acharem a minha mala, o que me deixou um pouco apreensivo (mesmo porque já tinha ouvido histórias terríveis envolvendo a Air France e a bagagem de seus passageiros). Depois de meia hora, conseguiram achar a mochila e finalmente pude encontrar com o ’seu’ Ibrahim, motorista da Konrad Adenaur que me esperava.

Fomos direto para o cocktail na sede da KAS, onde reencontrei velhos amigos como a Divya, da Índia, e o Anas, da Síria. Também conheci alguns dos outros participantes como a Ashley, dos EUA, e o Noor, do Paquistão.

Já conhecia o hotel que fiquei, o Belle Vue. Fica bem localizado na parte nobre de Amã (a que não parece uma grande favela), e de lá um ônibus da ONU levava a gente pra cima e para baixo.

Descobri que meu colega de quarto seria o Bernard, de Burundi. Tipico africano, calmo, simpático e muito interessado em descobrir coisas sobre além do seu continente.

Bernard

Bernard, meu colega de quarto africano

No dia seguinte, já pegamos pesado na massa – algo que se seguiu pela longa e cansativa semana, causa de minha impossibilidade de escrever mais por aqui. No final das contas, produzimos uma revista com matérias sobre questões econômicas da Jordânia, cujo link disponibilizarei em breve. Nada muito novo, mas serviu para fazer um bom networking com pessoas dos quatro cantos do mundo.

Madaba e Monte Nebo

Em um dos dias do workshop, realizamos uma pequena excursão a cidade próxima de Madaba, onde visitamos algumas oficinas de artesanato, e o Monte Nebo, local onde Moisés supostamente vislumbrou pela primeira vez a Terra Santa. Não tivemos tanta sorte assim, pois uma tempestade de areia cobria toda a paisagem e sufocava os pobres visitantes.

Amã by night

Como já sabia, fazer algo nas horas noturnas de Amã que seja minimamente interessante beira o impossível. Jay, o estagiário americano da universidade da ONU, foi o responsável pelas indicações dessa vez.

O local de praxe era um bar e restaurante italiano chamado La Calle (não me pergunte o porque desse nome espanhol), que tinha preços bem módicos. O pit stop pós dia de trabalho era sempre lá ou em um local chamado Books@Café – que era, literalmente, uma mistura de livraria e bar.

Mar Morto

Após o curso terminar, seguimos (eu e alguns amigos) para o Mar Morto, o local mais baixo do mundo (fica a cerca de 420 metros abaixo do nível do mar). Passamos o dia em uma espécie de resort que, além do acesso ao mar, disponibilizava aos visitantes – por uma nada módica quantia de 10 dinares jordanianos, ou cerca de 25 reais – piscinas, saunas e outras facilidades aquáticas.

Fico devendo as fotos dessa side trip, pois o Waseem, o paquistanês encarregado, ainda não me enviou nenhuma. Prometo que em breve coloco aqui o resultado do banho de lama “nutritivo” que tomamos por lá…

Passar a manão por lá foi interessante pois, além do fator diversão, nosso caro colega Samuel Ssetumba, de Uganda, estava com todo o aparato televisivo necessário para fazer uma matéria sobre o local – algo que não hesitamos em ajudar. Foi extremamente divertido sair com o microfone da NTV (seja lá o que for isso) na mão entrevistando os visitantes locais e estrangeiros – além de resgistrar como mesmo as mulheres muçulmanas, de roupa e tudo, ainda conseguiam se divertir flutuando nas horrorosas águas do Mar Morto.

Além-reino

Depois de despedir de todos, ficamos mais um dia em Amã (infelizmente ainda com a companhia da Divya, que perdeu o vôo e foi obrigada a voltar para a cidade). Ficamos eu, Noor, Waseem e Divya em um hotel chamado Farah – bem barato, cada um gastou 5 dinares para isso (ou 12 reais).

Seguimos, então, para a Síria – história que fica para o próximo post.

Quarta-feira, 12 - Março 2008

Besteira, será?

Outro dia fui comprar uns dólares no Shopping Paulista, pensando que seria melhor ter algo em espécie pra eventuais gastos e para não ter que ceder às nada moderadas taxas cobradas pelos bancos para saques no exterior. Acabei engordando o secret money pouch, que, para minha surpresa, ainda continha alguns dinares (acho que com um desses fico uma semana inteira na Jordânia… hehe).

Hoje, escuto nosso caro ministro da Fazenda, Guido Mantega, dizer que a moeda americana está “derretendo”. Metáforas à parte, talvez tenha sido mesmo uma besteira ter comprado os tais dólares…

Da próxima vez, compro ouro, que vale mais que dinheiro.

Dólares e dinares

Sexta-Feira, 7 - Março 2008

Índia!

Bom, já consegui minha passagem para a Índia, saindo de Beirute e chegando em Mumbai, com parada no Kuwait, pela Jazeera Airways. Por um momento achei que tivesse feito besteira, pois o esquema para arrumar visto para o antigo país-alvo de Saddam Hussein é bem nebuloso, e o Brasil não está incluso entre as (poucas) nacionalidades que podem fazê-lo no aeroporto.

No entanto, tudo indica que não preciso deixar a área de trânsito do aeroporto do Kuwait, o que facilita e muito a vida. Certo que seria interessante dar uma passeadinha pelo reinado absolutista emirado, mas fica pra próxima.

E meu visto para a Índia já ficou pronto: um dia de espera, R$ 145 a menos na conta. Nem idéia qual a razão disso ser tão caro…

Visto indiano